Cristina
Fernandes, taróloga

Tarot Autocurativo
Cristina Fernandes encontrou
no Tarot, uma fonte de sabedoria e encantamento. Dentro de sua trajetória,
destaca o budismo tibetano como um tesouro de valor incalculável;
formou-se em Reabilitação Corporal e Psicodrama nos 7
anos em que viveu na Alemanha. Atualmente vive na Bahia e viaja pelo
Brasil apresentando a técnica de Tarot Auto-Curativo. Estará
em Santos na Escola Santista de Astrologia no dia 18, dando atendimento
e ministrando a palestra Vida, Morte e Caminho Espiritual no Tarot.
EM- O que é Tarot Autocurativo?
CF - É uma abordagem centrada no processo de
correção dos obscurecimentos mentais e emocionais através
de uma prática de auto-observação permanente e
ações diligentes voltadas para uma mudança real.
EM - A forma do jogo é diferente das habituais?
CF - As formas de jogo variam um pouco de pessoa para
pessoa, mas o mais importante aqui é o enfoque. A partir da narrativa
da pessoa, é feito um mapeamento das “áreas de risco”,
e visto de que maneira o que é disfuncional na sua relação
com os eventos apresentados poderá ser corrigido.
EM - Como podemos, via cartas, detectar dimensões
da vida que necessitam de terapia? E qual técnica é utilizada
para tratar o que foi detectado?
CF - O Tarot nos mostra como pensamos, sentimos, agimos
em relação a nós mesmos e a tudo o que nos cerca.
Essa amostragem nos permite detectar o que não vai bem e alinhar
os aspectos disfuncionais da nossa percepção. Todo trabalho
voltado para uma mudança significativa depende de três
pontos cruciais:
1) o professor, que deve ser alguém que após ter percorrido
um caminho, e tendo obtido realizações palpáveis
possa indicá-lo como uma via segura 2) um método que tenha
sido testado por uma linhagem ininterrupta e que tenha se mostrado infalível
3) uma prática onde nós coloquemos empenho e que seja
realizada diariamente. Sua Santidade, o Dalai Lama, agora com 71 anos,
que morou num mosteiro onde recebeu ensinamentos desde os 6 anos, afirma
que aos 16, começou a despertar para a sua prática espiritual,
a sentir que havia alguma coisa ali, e que agora, aos 71 anos, percebia
que uma mudança pequena havia acontecido com ele. Então,
não adianta tomar muitos remédios para uma doença,
é preciso seguir a orientação de um médico
da nossa confiança e tomar o remédio que possa ajudar
na nossa cura.
EM - As cartas também diagnosticam problemas
que trazemos de vidas passadas?
CF - Inspecionando as circunstâncias dessa vida
podemos discernir os padrões kármicos que criamos no passado.
Se investigarmos nossos pensamentos e ações atuais, podemos
“adivinhar” o que nos espera. Nenhum de nós quer
sofrer, mas nós geramos permanentemente a causa dos nossos sofrimentos.
Seja porque não acreditamos de fato no karma e nas suas conseqüências,
seja porque nos iludimos que os problemas estão fora de nós.
EM - Você pode nos adiantar sobre sua palestra
"Vida, Morte e Caminho Espiritual no Tarot”?.
CF - Esse tema me surgiu como uma síntese. No
Tarot, aprendemos sobre atitudes, posturas, princípios de vida.
A maneira como vivemos o momento crucial da nossa morte e a importância
que damos ou não a um caminho espiritual parecem temas apropriados
para o nosso processo como humanidade. Penso na “palestra- vivencial”
como uma oportunidade de entronizar o ano 2007 com um projeto de mudança
viável e para a elaboração de um compromisso formal
com a minimização do sofrimento e à felicidade
de todos os seres a partir de uma nova conduta pessoal. Assim sendo,
fica feito o convite a todos.